{"id":202,"date":"2017-04-11T00:15:02","date_gmt":"2017-04-11T03:15:02","guid":{"rendered":"http:\/\/plantasdobrasil.com.br\/blog\/?p=202"},"modified":"2017-04-11T01:14:57","modified_gmt":"2017-04-11T04:14:57","slug":"cade-as-arvores-brasileiras-que-estavam-aqui","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/plantasdobrasil.com.br\/blog\/cade-as-arvores-brasileiras-que-estavam-aqui\/","title":{"rendered":"Cad\u00ea as \u00c1rvores Brasileiras que estavam aqui?"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em 2007 a equipe do <strong>Instituto Plantarum<\/strong> esteve aqui em Irati\/PR para fotografar algumas esp\u00e9cies arb\u00f3reas, que foram publicadas no terceiro volume da s\u00e9rie &#8220;\u00c1rvores Brasileiras&#8221;, de autoria do Eng. Agr\u00f4nomo Harry Lorenzi.<\/p>\n<p>Na ocasi\u00e3o, eu cursava o \u00faltimo ano de Engenharia Florestal na UNICENTRO e mantinha na internet um site sobre as &#8220;\u00c1rvores de Irati&#8221;. Foi atrav\u00e9s do site que o Lorenzi conheceu meu trabalho com a dendrologia e acabou me contatando, pois eu tinha registrado aqui \u00e1rvores que lhe interessavam, inclusive algumas que h\u00e1 anos ele procurava por um exemplar isolado sem sucesso. Foram adicionadas no livro 4 fotografias de \u00e1rvores encontradas nos arredores da cidade.<\/p>\n<p>De l\u00e1 pra c\u00e1, muita \u00e1gua rolou!<\/p>\n<p>O munic\u00edpio de Irati, situado na regi\u00e3o Centro-Sul do Paran\u00e1 e em \u00e1rea de Mata de Arauc\u00e1ria (Floresta Ombr\u00f3fila Mista), nos \u00faltimos 10 anos teve um crescimento consider\u00e1vel. Este crescimento urbano, como acontece na maioria das cidades brasileiras, \u00e9 respons\u00e1vel pela supress\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o nativa, que invariavelmente sede lugar para loteamentos e condom\u00ednios.<\/p>\n<p>Diante disso, voc\u00ea j\u00e1 deve imaginar o que aconteceu com as 4 \u00e1rvores que foram fotografadas e publicadas no livro do Lorenzi &#8230; ou n\u00e3o?<\/p>\n<p>Voc\u00ea acha que elas foram preservadas?<\/p>\n<p>Abaixo lhe dou mais detalhes de cada caso.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/plantasdobrasil.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Tetrorchidium-rubrivenium.jpg\" alt=\"Tetrorchidium rubrivenium\" \/><\/p>\n<p>Este imponente canema\u00e7u, cujo nome cient\u00edfico \u00e9 <a href=\"http:\/\/www.florestaombrofilamista.com.br\/sidol\/?menu=species&amp;menu=home&amp;page=details&amp;id=135\" target=\"_blank\"><em>Tetrorchidium rubrivenium<\/em><\/a> (fam\u00edlia Euphorbiaceae), crescia no alto de uma colina na face leste da cidade, num dos pontos mais altos e bonitos de Irati. Praticamente todas as \u00e1rvores do local foram removidas e a \u00e1rea ent\u00e3o transformada num condom\u00ednio fechado de lotes, o Residencial Montez. Cabe ressaltar que o\u00a0<a href=\"http:\/\/www.florestaombrofilamista.com.br\/sidol\/?menu=species&amp;menu=home&amp;page=details&amp;id=135\" target=\"_blank\"><em>Tetrorchidium rubrivenium<\/em><\/a> apresenta baixa frequ\u00eancia e pode ser considerada esp\u00e9cie rara na \u00e1rea do munic\u00edpio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/plantasdobrasil.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Piptocarpha-axillaris.jpg\" alt=\"Piptocarpha axillaris\" \/><\/p>\n<p>O vassour\u00e3o-preto, cientificamente chamado de <a href=\"http:\/\/www.florestaombrofilamista.com.br\/sidol\/?menu=species&amp;menu=home&amp;page=details&amp;id=19\" target=\"_blank\"><em>Piptocarpha axillaris<\/em><\/a> (fam\u00edlia Asteraceae), crescia na margem da BR-153, numa \u00e1rea que tamb\u00e9m foi loteada. Apesar de ser uma \u00e1rvore comum na regi\u00e3o, eu duvido que seria diferente se fosse uma \u00e1rvore em perigo de extin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/plantasdobrasil.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Myrciaria-delicatula.jpg\" alt=\"Myrciaria delicatula\" \/><\/p>\n<p>Vulgarmente chamado de ara\u00e7\u00e1-do-mato ou cambu\u00ed-amarelo, cientificamente conhecido como <a href=\"http:\/\/www.florestaombrofilamista.com.br\/sidol\/?menu=species&amp;menu=home&amp;page=details&amp;id=24\" target=\"_blank\"><em>Myrciaria delicatula<\/em> <\/a>e pertencente a fam\u00edlia Myrtaceae (parente da jabuticabeira), vegetava numa \u00e1rea que foi destocada, murada e se tornaria um condom\u00ednio fechado. Segundo informa\u00e7\u00f5es de populares, a \u00e1rea foi embargada e o projeto paralisado justamente por estar em desacordo com a legisla\u00e7\u00e3o ambiental vigente. No local haviam exemplares de Pinheiro-Brasileiro (<a href=\"http:\/\/www.florestaombrofilamista.com.br\/sidol\/?menu=species&amp;menu=home&amp;page=details&amp;id=81\" target=\"_blank\"><em>Araucaria angustifolia<\/em><\/a>), uma esp\u00e9cie em extin\u00e7\u00e3o e imune de corte desde 1994. Al\u00e9m disso, havia pelo menos uma nascente d&#8217;\u00e1gua no local.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/plantasdobrasil.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Sessea-regnellii.jpg\" alt=\"Sessea regnellii\" \/><\/p>\n<p>Conhecida como coerana, cujo nome cient\u00edfico \u00e9 <em><a href=\"http:\/\/www.florestaombrofilamista.com.br\/sidol\/?menu=species&amp;menu=home&amp;page=details&amp;id=110\" target=\"_blank\">Sessea regnellii<\/a>, <\/em>trata-se de uma \u00e1rvore que pertence a fam\u00edlia Solanaceae (da mesma fam\u00edlia do tomate). Ela crescia na margem da BR-277 e foi cortada pela equipe de manuten\u00e7\u00e3o da rodovia. Segundo relato de um ex-andarilho, que atualmente reside num barraco na beira da estrada pr\u00f3ximo onde havia a \u00e1rvore, a equipe da concession\u00e1ria cortou pois era uma \u00e1rvore de risco: &#8220;era mole e poderia cair na estrada&#8221;, contou seu Jos\u00e9. Das 4 \u00e1rvores, a coerana foi a \u00fanica que n\u00e3o teve seu corte influenciado diretamente pelo avan\u00e7o da \u00e1rea urbana.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Essa \u00e9 a <em>&#8220;hist\u00f3ria do fim&#8221;<\/em> ou o &#8220;<em>fim da hist\u00f3ria&#8221; <\/em>de cada uma das 4 \u00e1rvores aqui abordadas, que agora s\u00f3 poder\u00e3o ser vistas no livro do Lorenzi. Obviamente ainda existem exemplares dessas 4 esp\u00e9cies em outros remanescentes florestais no pa\u00eds. Mas at\u00e9 quando?<\/p>\n<p>Apesar da import\u00e2ncia imensa da nossa flora ser autoevidente, quanto tempo ainda levaremos para entender que a conviv\u00eancia dos homens entre as plantas pode e precisa ser harmoniosa?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-25095\" title=\"\" src=\"http:\/\/plantasdobrasil.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/1010434_10151770643250934_1197999292_n.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" alt=\"\" width=\"194\" height=\"258\" \/><\/p>\n<p>Daniel Saueressig \u00e9 T\u00e9cnico e Engenheiro Florestal, com mestrado em Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza, e que n\u00e3o se cansa de estudar as plantas.<\/p>\n<p>Realizou diversas expedi\u00e7\u00f5es bot\u00e2nicas pelo pa\u00eds e participou de estudos flor\u00edsticos, fitossociol\u00f3gicos e invent\u00e1rios florestais, que foram apresentados e\/ou publicados em semin\u00e1rios, congressos, revistas, disserta\u00e7\u00f5es e livros.<\/p>\n<p>Em dezembro de 2014 fundou a <a title=\"Editora Plantas do Brasil\" href=\"http:\/\/www.editoraplantasdobrasil.com.br\" target=\"_blank\" type=\"Acesse aqui nossa Loja Virtual\" data-cke-saved-href=\"http:\/\/www.editoraplantasdobrasil.com.br\">Editora Plantas do Brasil<\/a>, com o lan\u00e7amento do livro: <a title=\"Plantas do Brasil - \u00c1rvores Nativas Vol.1\" href=\"http:\/\/editoraplantasdobrasil.com.br\/loja\/item\/Plantas-do-Brasil-%252d-Arvores-Nativas-Vol.1.html\" target=\"_blank\" type=\"Clique aqui e saiba mais!\" data-cke-saved-href=\"http:\/\/editoraplantasdobrasil.com.br\/loja\/item\/Plantas-do-Brasil-%252d-Arvores-Nativas-Vol.1.html\"><strong>PLANTAS DO BRASIL \u2013 \u00c1RVORES NATIVAS Vol.1<\/strong><\/a>. Recentemente lan\u00e7ou um novo livro intitulado: <a title=\"Plantas do Brasil - Esp\u00e9cies Ornamentais Vol.1\" href=\"http:\/\/editoraplantasdobrasil.com.br\/loja\/item\/Plantas-do-Brasil-%252d-Especies-Ornamentais-Vol.1.html\" target=\"_blank\" data-cke-saved-href=\"http:\/\/editoraplantasdobrasil.com.br\/loja\/item\/Plantas-do-Brasil-%252d-Especies-Ornamentais-Vol.1.html\"><strong>PLANTAS DO BRASIL \u2013 ESP\u00c9CIES ORNAMENTAIS Vol.1.<\/strong><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><\/h2>\n<hr \/>\n<h3><\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Em 2007 a equipe do Instituto Plantarum esteve aqui em Irati\/PR para fotografar algumas esp\u00e9cies arb\u00f3reas, que foram publicadas no terceiro volume da s\u00e9rie &#8220;\u00c1rvores Brasileiras&#8221;, de autoria do Eng. Agr\u00f4nomo Harry Lorenzi. 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