{"id":269,"date":"2017-04-11T00:05:27","date_gmt":"2017-04-11T03:05:27","guid":{"rendered":"http:\/\/plantasdobrasil.com.br\/blog\/?p=269"},"modified":"2017-04-11T00:58:57","modified_gmt":"2017-04-11T03:58:57","slug":"planalto-das-guianas-um-paraiso-botanico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/plantasdobrasil.com.br\/blog\/planalto-das-guianas-um-paraiso-botanico\/","title":{"rendered":"Planalto das Guianas: Um Para\u00edso Bot\u00e2nico"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na fronteira do Brazil com a Venezuela existem conjuntos de planaltos aren\u00edticos tabulares, onde est\u00e3o situados testemunhos hist\u00f3ricos como o Monte Roraima e as serras do Imeri, Uafaranda, Uratanin, Tepequ\u00e9m, Neblina, Pacaraima e Ara\u00e7\u00e1, cuja extens\u00e3o est\u00e1 limitada ao Supergrupo Roraima, constituindo o que provavelmente j\u00e1 foi a cadeia de montanha mais antiga e elevada do Planeta Terra, com seu topo provavelmente coberto por geleiras, independentemente da ocorr\u00eancia de per\u00edodos glaciais (per\u00edodos alternativos de mudan\u00e7as clim\u00e1ticas quando ocorreram grandes glacia\u00e7\u00f5es resultante do abaixamento da temperatura global). Os marcos de cor branca mostrsdos na Figura 1 fazem parte de uma linha que representa o encontro entre duas placas tect\u00f4nicas que resultou de um processo orogen\u00e9tico ocorrido no \u00c9on Proterozoico, especialmente no Per\u00edodo Riaciano, que se extendedeu de 2,30 at\u00e9 2,05 bilh\u00f5es de anos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_274\" style=\"width: 698px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-274\" class=\" wp-image-274\" src=\"http:\/\/plantasdobrasil.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Planalto-das-Guianas-img1.jpg\" alt=\"Planalto das Guianas\" width=\"688\" height=\"317\" srcset=\"https:\/\/plantasdobrasil.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Planalto-das-Guianas-img1.jpg 690w, https:\/\/plantasdobrasil.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Planalto-das-Guianas-img1-300x138.jpg 300w, https:\/\/plantasdobrasil.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Planalto-das-Guianas-img1-500x230.jpg 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 688px) 100vw, 688px\" \/><p id=\"caption-attachment-274\" class=\"wp-caption-text\"><em>Figura 1\u00a0\u2013 Encontro de placas que marca o divisor de \u00e1guas das bacias hidrogr\u00e1ficas Amazonas-Orinoco<\/em><\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No \u00c9on\u00a0Proterozoico deu-se in\u00edcio a uma colis\u00e3o entre duas placas tect\u00f4nicas onde, no extremo de uma delas se situava o atual Extremo Sul da Venezuela e no extremo da outra se situava o atual Extremo Norte do Brasil, comprimindo bacias sedimentares geradas no Per\u00edodo Sideriano, que se extendeu de 2,50 at\u00e9 2,30 bilh\u00f5es de anos, evento que recebeu o nome de Transamaz\u00f4nico. Este processo, juntamente com outros que ocorreram ao longo do tempo geol\u00f3gico, inclusive processos de intemperismo, resultou na forma atual do Planalto das Guianas.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da beleza c\u00eanica e da diversidade de ecossistemas ricos em recursos biol\u00f3gicos, a regi\u00e3o apresenta um enorme potencial para o desenvolvimento de projetos multidisciplinares, multi-institucionais e multinacionais. Esta regi\u00e3o \u00e9 um laborat\u00f3rio aberto para o estudo de f\u00f3sseis muito antigos, principalmente de microbialitos, e observa\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies vegetais com potencial para produzir um grande n\u00famero de informa\u00e7\u00f5es sobre a hist\u00f3ria da vida no Planeta Terra, permitindo construir conhecimentos sobre as primeiras formas de vida e compreender como mudaram ao longo do tempo, inclusive no que se refere \u00e0 vida vegetal.<\/p>\n<p>O estudo dos ecossistemas terrestres deve ser realizado atrav\u00e9s de uma abordagem sist\u00eamica de assuntos que incluem o funcionamento e estabilidade dos ecossistemas do passado mais remoto da Terra, devendo-se considerar a din\u00e2mica da biodiversidade, em escalas de tempo extremamente longas. Devem ser considerados, cruzados e integrados os diferentes conhecimentos multidisciplinares necess\u00e1rios para o entendimento da evolu\u00e7\u00e3o da biosfera ao longo do tempo de vida do Planeta Terra. O esclarecimento de quest\u00f5es geol\u00f3gicas, biol\u00f3gicas, paleontol\u00f3gicas, geogr\u00e1ficas, paleogeogr\u00e1ficas, paleoecol\u00f3gicas e paleoclimatol\u00f3gicas s\u00e3o de fundamental import\u00e2ncia para o entendimento da evolu\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es ambientais da Terra.<\/p>\n<p>Um dos principais aspectos a ser considerado est\u00e1 relacionado ao fato de que, o surgimento e a evolu\u00e7\u00e3o dos primeiros seres vivos na biosfera ocorreram num ambiente bem distinto da biosfera atual. No in\u00edcio n\u00e3o havia oxig\u00eanio e a radia\u00e7\u00e3o ultravioleta presente na radia\u00e7\u00e3o solar que atingia o planeta Terra era muito intensa e perigosa para os seres vivos. As tempestades eram constantes e as atividades vulc\u00e2nicas eram mais frequentes e intensas do que as que se desenvolvem na atualidade.<\/p>\n<p>Os mares primitivos recebiam correntes l\u00edquidas ricas em minerais, prote\u00ednas e amino\u00e1cidos que eram lan\u00e7ados sobre as rochas e postos em contato entre si, criando-se uma diversidade enorme de condi\u00e7\u00f5es de intera\u00e7\u00e3o e combina\u00e7\u00e3o entre estas subst\u00e2ncias. As prote\u00ednas se acumulavam nas \u00e1guas relativamente quentes combinando\u2013se entre si, com outras mol\u00e9culas e com elementos que interagiam com elas. Elas se multiplicavam e as mol\u00e9culas mais simples se combinavam para formar mol\u00e9culas cada vez mais complexas, como, por exemplo, os \u00e1cidos nucl\u00e9icos, lip\u00eddios, a\u00e7\u00facares e prote\u00ednas<\/p>\n<p>H\u00e1 cerca de 3,50 bilh\u00f5es de anos surgem as primeiras mol\u00e9culas que hoje se sabe estarem envolvidas com a hereditariedade, ou seja, o DNA, o RNA e as prote\u00ednas. Primeiro surgiu o RNA, depois o DNA, que se replica, juntamente com as prote\u00ednas. Hoje se sabe como estas mol\u00e9culas se relacionam na maioria dos organismos onde o DNA se replica, originando mais DNA, ou \u00e9 transcrito originando RNA, que depois gera prote\u00ednas. Assim, a vida se origina tendo o RNA, com a fun\u00e7\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o de prote\u00edna, como mol\u00e9cula principal, e s\u00f3 depois \u00e9 que as mol\u00e9culas de DNA e prote\u00ednas assumem o protagonismo no processo reprodutivo.<\/p>\n<p>Os primeiros organismos vivos a surgirem na biosfera a partir deste processo foram os protistas (procariontes<strong><em>) <\/em><\/strong>que eram heter\u00f3trofos, ou seja, tinham de tirar seus nutrientes (seu alimento) do meio, e n\u00e3o produzindu-os a partir de subst\u00e2ncias mais simples. Eles se especializaram em retirar a energia, necess\u00e1ria ao seu desenvolvimento e reprodu\u00e7\u00e3o, dos elementos dissolvidos nas \u00e1guas (sil\u00edcio, ferro, carbono, etc).<\/p>\n<p>A evolu\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies mais primitivas resultou em organismos autotr\u00f3ficos capazes de fazer fotoss\u00edntese. Eles come\u00e7aram a surgir no final do Eon Arqueano, por volta de 2,5 bilh\u00f5es de anos. S\u00e3o as cianobact\u00e9rias e\/ou algas azul-esverdeadas (cianofitas). O subproduto principal de suas atividades biol\u00f3gicas \u00e9 o oxig\u00eanio gasoso que come\u00e7ou a ser liberado e se acumular na atmosfera e nos oceanos primitivos do Planeta Terra, poluindo o ambiente aqu\u00e1tico durante um significativo intervalo de tempo geol\u00f3gico, embora tenha sido de fundamental import\u00e2ncia para o desenvolvimento da vida na biosfera.<\/p>\n<p>Quando estes micro-organismos morriam eles se aglomeravam e se precipitavam no fundo dos mares primitivos que, com o passar do tempo geol\u00f3gico, se transformava em camadas rochosas de cores diferentes, de acordo com a especialidade do micr\u00f3bio (ferr\u00edfero, silicoso, sulfuroso, carbonoso etc.). Quando a esp\u00e9cie predominante era especializada em retirar a energia necess\u00e1ria aos seus processos vitais dos \u00e1tomos de ferro dissolvidos na \u00e1gua, as camadas depositadas apresentavam a predomin\u00e2ncia da cor escura avermelhada. Por outro lado, quando a esp\u00e9cie predominante era especializada em retirar a energia necess\u00e1ria a seus processos vitais dos \u00e1tomos de sil\u00edcio, as camadas depositadas apresentavam uma colora\u00e7 clara.<\/p>\n<p>Com o surgimento das cianofitas, o ecossistema marinho primitivo passou a ser polu\u00eddo pelo oxig\u00eanio que passou a oxidar os elementos que serviam de alimento \u00e0s mesmas, limitando, de forma significativa a disponibilidade de alimento para estes seres. O oxig\u00eanio liberado por estes seres microsc\u00f3picos tamb\u00e9m apresentava um n\u00edvel de toxidade significativo para os seres que habitavam o ambiente exposto a ele, o que pode ser considerado como o primeiro grande epis\u00f3dio de polui\u00e7\u00e3o ocorrido na biosfera, resultante das atividades dos habitantes do\u00a0 Planeta Terra, independentemente de suas consequ\u00eancias para o desenvolvimento futuro de outras formas de vida.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_275\" style=\"width: 702px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-275\" class=\" wp-image-275\" src=\"http:\/\/plantasdobrasil.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Planalto-das-Guianas-img2.jpg\" alt=\"Figura 2\" width=\"692\" height=\"362\" srcset=\"https:\/\/plantasdobrasil.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Planalto-das-Guianas-img2.jpg 790w, https:\/\/plantasdobrasil.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Planalto-das-Guianas-img2-300x157.jpg 300w, https:\/\/plantasdobrasil.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Planalto-das-Guianas-img2-768x401.jpg 768w, https:\/\/plantasdobrasil.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Planalto-das-Guianas-img2-500x261.jpg 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 692px) 100vw, 692px\" \/><p id=\"caption-attachment-275\" class=\"wp-caption-text\"><em>Figura 2 \u2013 F\u00f3sseis de microbialitos proterozoicos.<\/em><\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As primeiras evid\u00eancias diretas de vida multicelular no Planeta Terra est\u00e3o relacionadas com o aparecimento dos primeiros exemplares da Fauna de Ediacara h\u00e1 aproximadamente 650 milh\u00f5es de anos. A grande diversifica\u00e7\u00e3o das algas ocorreu entre o Cambriano (543 a 490 milh\u00f5es de anos) e o Siluriano (443 a 417 milh\u00f5es de anos).<\/p>\n<p>Entre o Per\u00edodo Ordoviciano m\u00e9dio e Siluriano inferior (490-430 milh\u00f5es de anos), a alta taxa de oxig\u00eanio dissolvido na atmosfera favoreceu a forma\u00e7\u00e3o de uma camada de oz\u00f4nio que passou proteger os seres vivos do Planeta Terra dos perigosos raios ultravioletas contidos na luz do Sol. Este aspecto, associado ao fato de que as condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas eram suficientemente amenas, pois, a rota\u00e7\u00e3o da Terra em torno do seu eixo, que sofreu um aumento brusco de velocidade logo ap\u00f3s o choque com o corpo celeste deu origem \u00e0 Lua, j\u00e1 havia assumido um valor suficiente baixo para que um dia durasse um per\u00edodo superior a 20 horas. Isto permitiu que as tempestades fossem menos violentas, favorecendo as condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para o aparecimento e evolu\u00e7\u00e3o dos primeiros esp\u00e9cimes da vida vegetal no Planeta. Inicialmente surgiram as algas que evolu\u00edram para musgos e depois para plantas vasculares, ou seja, aquelas dotadas de um sistema circulat\u00f3rio.Ap\u00f3s a evolu\u00e7\u00e3o para o grupo de plantas do tipo pterid\u00f3fitas vieram as gimnospermas, ou seja, as plantas sem flores, como por exemplo, os pinheiros.<\/p>\n<p>O grupo de plantas do tipo pterid\u00f3fitas surgiu no Per\u00edodo Devoniano (417 a 354 milh\u00f5es de anos) que, conforme citado acima, foram os primeiros vegetais a apresentarem um sistema de vasos para conduzir os nutrientes necess\u00e1rios para sustentar seus processos vitais. Al\u00e9m de possu\u00edrem raiz, caule e folha, o caule desse grupo de plantas \u00e9 geralmente subterr\u00e2neo, denominando-se rizoma. A samambaia e a avenca s\u00e3o exemplos de membros desse grupo de vegetais, sendo poss\u00edvel a observa\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias esp\u00e9cies destas plantas, nos dias de hoje, no Planalto das Guianas, o que pode ser comparado com uma situa\u00e7\u00e3o envolvendo a exist\u00eancia de f\u00f3sseis vivos. A esp\u00e9cie Archaeopteris \u00e9 considerada como uma das primeiras \u00e1rvores a povoarem os ecossistemas terrestres Durante este Per\u00edodo as plantas com sementes apareceram juntamente com as primeiras florestas e mantiveram seu predom\u00ednio ao longo do Per\u00edodo Carbon\u00edfero (354 a 290 milh\u00f5es de anos), contribuindo, de forma significativa, para a forma\u00e7\u00e3o de grandes dep\u00f3sitos de carv\u00e3o f\u00f3ssil que est\u00e3o espalhados por diversas regi\u00f5es do Globo Terrestre.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_276\" style=\"width: 701px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-276\" class=\" wp-image-276\" src=\"http:\/\/plantasdobrasil.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Planalto-das-Guianas-img3.jpg\" alt=\"Figura 3.1\" width=\"691\" height=\"519\" srcset=\"https:\/\/plantasdobrasil.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Planalto-das-Guianas-img3.jpg 900w, https:\/\/plantasdobrasil.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Planalto-das-Guianas-img3-300x225.jpg 300w, https:\/\/plantasdobrasil.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Planalto-das-Guianas-img3-768x577.jpg 768w, https:\/\/plantasdobrasil.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Planalto-das-Guianas-img3-399x300.jpg 399w\" sizes=\"auto, (max-width: 691px) 100vw, 691px\" \/><p id=\"caption-attachment-276\" class=\"wp-caption-text\"><em>Figura 3.1 \u2013 Esp\u00e9cie silvestre de pterid\u00f3fita, verdadeiro f\u00f3ssil vivo.<\/em><\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No Per\u00edodo Tri\u00e1ssico (248 a 206 milh\u00f5es de anos) as ginkgo\u00e1ceas, as con\u00edferas e as cicad\u00e1ceas se expandem e se diversificam. Com a explos\u00e3o de esp\u00e9cies que se estendeu at\u00e9 o per\u00edodo Jur\u00e1ssico (206 a 144 milh\u00f5es de anos) ficou caracterizada a era das gimnospermas, que s\u00e3o plantas com sementes n\u00e3o contidas em um ov\u00e1rio. Tamb\u00e9m ocorreu outro evento que merece men\u00e7\u00e3o, o aparecimento da sanmiguelia, considerada a mais antiga angiosperma.<\/p>\n<p>No Per\u00edodo Jur\u00e1ssico (206 a 144 milh\u00f5es de anos) a flora \u00e9 dominada pelas bennettitales, caytoniales, ginkgo\u00e1ceas, e con\u00edferas. As arauc\u00e1rias t\u00eam uma distribui\u00e7\u00e3o bastante extensa, tendo sido encontrados f\u00f3sseis desde a Groenl\u00e2ndia at\u00e9 a Ant\u00e1rtica, o que pode ser tomado como uma evid\u00eancia de que as condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas eram bastante semelhantes nas v\u00e1rias regi\u00f5es do Planeta Terra.<\/p>\n<p>No in\u00edcio do per\u00edodo Cret\u00e1ceo (144 a 65 milh\u00f5es de anos) h\u00e1 uma r\u00e1pida prolifera\u00e7\u00e3o das angiospermas, as plantas com as sementes dentro de um ov\u00e1rio, cuja principal caracter\u00edstica est\u00e1 relacionada com suas flores.<\/p>\n<p>Preservar a integridade dos ecossistemas globais mantendo-os num estado saud\u00e1vel de funcionamento \u00e9 um desafio para as sociedades de todas as na\u00e7\u00f5es do Planeta Terra. As pesquisas relacionadas com este assunto devem incluir uma abordagem sist\u00eamica envolvendo o funcionamento e a estabilidade dos ecossistemas ao longo do tempo geol\u00f3gico. Os Profissionais envolvidos com esta \u00e1rea do conhecimento devem estar comprometidos com a avalia\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o-temporal da biodiversidade e da integridade dos ecossistemas que comp\u00f5em a biosfera, o lar da humanidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_277\" style=\"width: 702px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-277\" class=\" wp-image-277\" src=\"http:\/\/plantasdobrasil.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Planalto-das-Guianas-img4.jpg\" alt=\"Figura 3.2\" width=\"692\" height=\"371\" srcset=\"https:\/\/plantasdobrasil.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Planalto-das-Guianas-img4.jpg 589w, https:\/\/plantasdobrasil.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Planalto-das-Guianas-img4-300x161.jpg 300w, https:\/\/plantasdobrasil.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Planalto-das-Guianas-img4-500x268.jpg 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 692px) 100vw, 692px\" \/><p id=\"caption-attachment-277\" class=\"wp-caption-text\"><em>Figura 3.2 \u2013 Planta silvestre com capacidade significativa de captar subst\u00e2ncias minerais da rocha onde est\u00e1 fixada e \u00e1gua que se condensa em suas folhas quando sua temperatura atinge valores abaixo da temperatura de condensa\u00e7\u00e3o, para promover os processos bioqu\u00edmicos necess\u00e1rios para a manuten\u00e7\u00e3o de Sua vida, mesmo em per\u00edodos de severa estiagem.<\/em><\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_278\" style=\"width: 701px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-278\" class=\" wp-image-278\" src=\"http:\/\/plantasdobrasil.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Planalto-das-Guianas-img5.jpg\" alt=\"Figura3.3\" width=\"691\" height=\"519\" srcset=\"https:\/\/plantasdobrasil.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Planalto-das-Guianas-img5.jpg 1000w, https:\/\/plantasdobrasil.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Planalto-das-Guianas-img5-300x225.jpg 300w, https:\/\/plantasdobrasil.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Planalto-das-Guianas-img5-768x577.jpg 768w, https:\/\/plantasdobrasil.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Planalto-das-Guianas-img5-399x300.jpg 399w\" sizes=\"auto, (max-width: 691px) 100vw, 691px\" \/><p id=\"caption-attachment-278\" class=\"wp-caption-text\"><em>Figura 3.3\u00a0\u2013 Esp\u00e9cie de planta silvestre aqu\u00e1tica com capacidade impressionante de interagir com a Atmosfera e manter-se fixa ao fundo do corpo de \u00e1gua conservando-se na posi\u00e7\u00e3o vertical, apesar da forte correnteza da \u00e1gua, inclusive nos per\u00edodos chuvosos na regi\u00e3o de montanha onde ela est\u00e1 localizada.<\/em><\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_279\" style=\"width: 701px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-279\" class=\" wp-image-279\" src=\"http:\/\/plantasdobrasil.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Planalto-das-Guianas-img6.jpg\" alt=\"Figura 3.4\" width=\"691\" height=\"372\" srcset=\"https:\/\/plantasdobrasil.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Planalto-das-Guianas-img6.jpg 816w, https:\/\/plantasdobrasil.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Planalto-das-Guianas-img6-300x161.jpg 300w, https:\/\/plantasdobrasil.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Planalto-das-Guianas-img6-768x413.jpg 768w, https:\/\/plantasdobrasil.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Planalto-das-Guianas-img6-500x269.jpg 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 691px) 100vw, 691px\" \/><p id=\"caption-attachment-279\" class=\"wp-caption-text\"><em>Figura 3.4 \u2013 Esp\u00e9cie silvestre de abacaxi.<\/em><\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-25095\" title=\"\" src=\"http:\/\/plantasdobrasil.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/jose-levi-1.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" alt=\"Jos\u00e9 Levi\" width=\"187\" height=\"252\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Levi Felisberto de Oliveira \u00e9 Engenheiro Eletricista com P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o\/Especializa\u00e7\u00e3o em Tecnologia Nuclear, Engenharia de Petr\u00f3leo, Doc\u00eancia do Ensino Superior, Consultoria Ambiental, Gest\u00e3o e Manejo Ambiental na Agroind\u00fastria e Regula\u00e7\u00e3o da Ind\u00fastria do Petr\u00f3leo G\u00e1s Natural e Biocombust\u00edveis, atualmente exercendo a fun\u00e7\u00e3o de Consultor T\u00e9cnico da Coordenadoria de Informa\u00e7\u00e3o e Documenta\u00e7\u00e3o da Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo, G\u00e1s Natural e Biocombust\u00edveis (ANP).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis 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