{"id":186,"date":"2017-05-03T17:22:47","date_gmt":"2017-05-03T17:22:47","guid":{"rendered":"http:\/\/plantasdobrasil.com.br\/curso-de-dendrologia\/?page_id=186"},"modified":"2018-01-22T03:17:48","modified_gmt":"2018-01-22T03:17:48","slug":"sinonimia","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/plantasdobrasil.com.br\/curso-de-dendrologia\/introducao-a-dendrologia\/nomes-das-arvores\/sinonimia\/","title":{"rendered":"Sinon\u00edmia"},"content":{"rendered":"<p>O utiliza\u00e7\u00e3o do sistema de nomenclatura binomial visa dar para cada esp\u00e9cie de planta um nome cient\u00edfico \u00fanico, v\u00e1lido em todo o mundo e distinto dos demais.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Na nomenclatura cient\u00edfica, a sinon\u00edmia ocorre quando uma mesma esp\u00e9cie tenha recebido duas denomina\u00e7\u00f5es distintas, propostas por dois pesquisadores diferentes. Desta forma, a segunda denomina\u00e7\u00e3o perde sua validade devido a &#8220;Lei da Prioridade&#8221;, permanecendo v\u00e1lida a primeira (desde que, tenha sido publicado ap\u00f3s o ano de 1758 e que tenha seguido as leis da taxonomia), sendo a segunda, ent\u00e3o, citada como uma sin\u00f4nimo do nome v\u00e1lido.<\/p>\n<p>A bracatinga, por exemplo, uma leguminosa nativa na Floresta com Arauc\u00e1rias, foi descrita em 1930 pelo bot\u00e2nico paulista Frederico Carlos Hoehne, como senndo <em>Mimosa bracaatinga<\/em>. Contudo, essa mesma planta j\u00e1 tinha sido descrita em 1842 pelo renomado bot\u00e2nico ingl\u00eas George Bentham, como <em>Mimosa scabrella<\/em>. Desta forma, o nome criado por Hoehne, em 1930, \u00e9 tratado apenas como um simples sin\u00f4nimo do nome v\u00e1lido, criado inicialmente por Bentham em 1842.<\/p>\n<p>A grande diversidade da flora brasileira; uma grande plasticidade dos caracteres vegetativos e reprodutivos das esp\u00e9cies; vastas \u00e1reas de ocorr\u00eancia natural; e, unindo a tudo isso, uma compreens\u00edvel desconex\u00e3o entre pesquisadores no passado, fez com que muitas plantas id\u00eanticas fossem referidas diferentemente em in\u00fameras monografias e cole\u00e7\u00f5es bot\u00e2nicas ao longo do tempo.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o avan\u00e7o do conhecimento taxon\u00f4mico e filogen\u00e9tico exige, muitas vezes, a transfer\u00eancia de uma determinada esp\u00e9cie ou grupo para um g\u00eanero ou fam\u00edlia distinta, sendo necess\u00e1rio alterar seu nome, at\u00e9 ent\u00e3o usual, para que n\u00e3o hajam sobreposi\u00e7\u00f5es ou inadequa\u00e7\u00f5es. Nesse sentido, cabe ressaltar que g\u00eaneros tamb\u00e9m s\u00e3o sinonimizados. Para exemplificar esta quest\u00e3o, Jean Aublet em 1775, foi quem descreveu o g\u00eanero <em>Rapanea<\/em>, que foi sinonimizado em <em>Myrsine<\/em> por Augustin de Candolle em 1834, cujo nome foi adotado tamb\u00e9m por Miquel em 1856, na Flora Brasiliensis. Mez em 1902, revalidou <em>Rapanea<\/em>, mas durante quase todo o s\u00e9culo XX diversos trabalhos foram publicados discutindo a revalida\u00e7\u00e3o de <em>Rapanea<\/em>. Somente entre 1975 e 1980, Fosberg e Sachet adotaram o conceito de Myrsine, como sendo um grupo mais amplo e, desta forma, aceito pela comunidade cient\u00edfica, fazendo com que o nome gen\u00e9rico <em>Rapanea<\/em> fosse novamente aceito como sin\u00f4nimo de <em>Myrsine<\/em>, mesmo tendo sido descrito anteriormente.<\/p>\n<p>Mesmo sendo tratados na maior parte dos trabalhos como &#8220;meros&#8221; sin\u00f4nimos, essas<span id=\"yui_3_17_2_3_1515289515216_1746\" class=\"ya-q-full-text\"> informa\u00e7\u00f5es de duplica\u00e7\u00f5es nomenclaturais s\u00e3o muito importantes, especialmente para a realiza\u00e7\u00e3o de pesquisas bibliogr\u00e1ficas e n\u00e3o devem ser ignorados. Pois, como no caso do g\u00eanero <em>Rapanea<\/em> (hoje <em>Myrsine<\/em>), tal nome foi referenciado em trabalhos e fez sua hist\u00f3ria durante um longo tempo.<br \/>\n<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O utiliza\u00e7\u00e3o do sistema de nomenclatura binomial visa dar para cada esp\u00e9cie de planta um nome cient\u00edfico \u00fanico, v\u00e1lido em todo o mundo e distinto dos demais.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"parent":177,"menu_order":94,"comment_status":"open","ping_status":"open","template":"","meta":{"content-type":"","_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"_joinchat":[],"footnotes":""},"class_list":["post-186","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/plantasdobrasil.com.br\/curso-de-dendrologia\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/186","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/plantasdobrasil.com.br\/curso-de-dendrologia\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/plantasdobrasil.com.br\/curso-de-dendrologia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/plantasdobrasil.com.br\/curso-de-dendrologia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/plantasdobrasil.com.br\/curso-de-dendrologia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=186"}],"version-history":[{"count":24,"href":"https:\/\/plantasdobrasil.com.br\/curso-de-dendrologia\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/186\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6811,"href":"https:\/\/plantasdobrasil.com.br\/curso-de-dendrologia\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/186\/revisions\/6811"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/plantasdobrasil.com.br\/curso-de-dendrologia\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/177"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/plantasdobrasil.com.br\/curso-de-dendrologia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=186"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}