{"id":6841,"date":"2018-01-25T21:24:08","date_gmt":"2018-01-25T21:24:08","guid":{"rendered":"http:\/\/plantasdobrasil.com.br\/curso-de-dendrologia\/?page_id=6841"},"modified":"2018-01-30T02:25:57","modified_gmt":"2018-01-30T02:25:57","slug":"floresta-estacional-decidual","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/plantasdobrasil.com.br\/curso-de-dendrologia\/tipos-de-vegetacao\/floresta-estacional-decidual\/","title":{"rendered":"Floresta Estacional Decidual"},"content":{"rendered":"<p>Ocorre na forma de disjun\u00e7\u00f5es distribu\u00eddas por diferentes quadrantes do Pa\u00eds, com estrato superior formado de macro e mesofaner\u00f3f\u00edtos predominantemente caducif\u00f3lios, com mais de 50% dos indiv\u00edduos despidos de folhagem no per\u00edodo desfavor\u00e1vel.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Compreende grandes \u00e1reas descont\u00ednuas localizadas, do norte para o sul, entre a Floresta Ombr\u00f3fila Aberta e a Savana (Cerrado); de leste para oeste, entre a Savana-Est\u00e9pica (Caatinga do Sert\u00e3o \u00c1rido) e a Floresta Estacional Semidecidual (Floresta Tropical Subcaducif\u00f3lia); e, finalmente, no sul na \u00e1rea subtropical, no vale do Rio Uruguai, entre a Floresta Ombr\u00f3fila Mista (Floresta-de-Arauc\u00e1ria) do Planalto Meridional e a Estepe (Campos Ga\u00fachos).<\/p>\n<div id=\"attachment_6975\" style=\"width: 350px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-6975\" class=\"size-full wp-image-6975\" src=\"http:\/\/plantasdobrasil.com.br\/curso-de-dendrologia\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/mapa_estacional_decidual.jpg\" alt=\"\" width=\"340\" height=\"255\" \/><p id=\"caption-attachment-6975\" class=\"wp-caption-text\">Figura 1 \u2013 Mapa de distribui\u00e7\u00e3o da Floresta Estacional Decidual no Brasil<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>S\u00e3o identificadas em duas situa\u00e7\u00f5es distintas: na zona tropical, apresentando uma esta\u00e7\u00e3o chuvosa seguida de per\u00edodo seco; na zona subtropical, sem per\u00edodo seco, por\u00e9m com inverno frio (temperaturas m\u00e9dias mensais menores ou iguais a 15\u00b0 C, que determina repouso fisiol\u00f3gico e queda parcial da folhagem). Enquadram-se neste \u00faltimo caso as florestas da borda do Planalto Meridional, do Estado do Rio Grande do Sul, uma disjun\u00e7\u00e3o que apresenta o estrato florestal superior dominantemente dec\u00edduo.<\/p>\n<p>Estas disjun\u00e7\u00f5es florestais deciduais s\u00e3o, via de regra, dominadas tanto nas \u00e1reas tropicais como nas subtropicais pelos mesmos g\u00eaneros de origem afro-amaz\u00f4nica, tais como: <em>Peltophorum, Anadenanthera, Apuleia<\/em>, embora suas esp\u00e9cies sejam diferentes, o que demarca um \u201cdom\u00ednio flor\u00edstico\u201d tamb\u00e9m diferente quanto \u00e0 fitossociologia das duas \u00e1reas.<\/p>\n<p>S\u00e3o identificadas dentro da Floresta Estacional Decidual quatro forma\u00e7\u00f5es distintas: Aluvial, Terras Baixas, Submontana e Montana (Figura 2).<\/p>\n<div id=\"attachment_6968\" style=\"width: 617px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-6968\" class=\"size-full wp-image-6968\" src=\"http:\/\/plantasdobrasil.com.br\/curso-de-dendrologia\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Figura-1-4.jpg\" alt=\"\" width=\"607\" height=\"216\" srcset=\"https:\/\/plantasdobrasil.com.br\/curso-de-dendrologia\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Figura-1-4.jpg 607w, https:\/\/plantasdobrasil.com.br\/curso-de-dendrologia\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Figura-1-4-600x214.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 607px) 100vw, 607px\" \/><p id=\"caption-attachment-6968\" class=\"wp-caption-text\">Figura 2 &#8211; Perfil esquem\u00e1tico da Floresta Estacional Decidual<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>Floresta Estacional Decidual Aluvial<\/h3>\n<p>Esta forma\u00e7\u00e3o, quase exclusiva das bacias dos rios do Estado do Rio Grande do Sul, encontra-se bastante desfalcada dos seus elementos principais, explotados para uso dom\u00e9stico. Localizada nos terra\u00e7os fluviais dos Rios Jacu\u00ed, Ibicu\u00ed, Santa Maria e Uruguai, tamb\u00e9m ocorre nas v\u00e1rzeas do Rio Paraguai, no Estado de Mato Grosso do Sul, onde a drenagem \u00e9 dificultada pelo pequeno desn\u00edvel do rio.<\/p>\n<p>A composi\u00e7\u00e3o flor\u00edstica desta forma\u00e7\u00e3o \u00e9 preferencialmente constitu\u00edda por esp\u00e9cies higr\u00f3fitas deciduais, adaptadas ao ambiente aluvial, onde dominam mesofaner\u00f3fitos, tais como: <em>Luehea divaricata<\/em> Mart ex Zucc. (a\u00e7oita-cavalo); <em>Vitex megapotamica<\/em>\u00a0 (Spreng.) Mez (tarum\u00e3); <em>Inga vera subsp. affinis<\/em> (DC.) T. D. Penn. (ing\u00e1), <em>Ruprechtia laxiflora<\/em> Meisn. (farinha-seca); e a nanofaner\u00f3fita <em>Sebastiana commersoniana<\/em> (Baill.) L. B. Sm. e Downs (branquilho), al\u00e9m de outros (Foto 1).<\/p>\n<div id=\"attachment_6969\" style=\"width: 530px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-6969\" class=\"size-full wp-image-6969\" src=\"http:\/\/plantasdobrasil.com.br\/curso-de-dendrologia\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Foto-1-3.jpg\" alt=\"\" width=\"520\" height=\"350\" \/><p id=\"caption-attachment-6969\" class=\"wp-caption-text\">Foto 1 &#8211; Floresta Estacional Decidual Aluvial ao longo do Rio Ibirapuit\u00e3 (Alegrete-RS, 1981)<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Floresta Estacional Decidual das Terras Baixas<\/strong><\/p>\n<p>Forma\u00e7\u00e3o encontrada em \u00e1reas descont\u00ednuas e relativamente pequenas, ocorrendo com maior expressividade na Bacia do Rio Pardo, no sul do Estado da Bahia.<\/p>\n<p>A flor\u00edstica desta forma\u00e7\u00e3o, caracter\u00edstica de solos eutr\u00f3ficos calc\u00e1rios, \u00e9 dominada pelos g\u00eaneros <em>Cavanillesia<\/em> e <em>Cereus<\/em>. A esp\u00e9cie<em> Cereus jamacaru<\/em> DC., nesta forma\u00e7\u00e3o, apresenta alto porte, que atinge, n\u00e3o raras vezes, o dossel dos mesofaner\u00f3fitos e comp\u00f5e juntamente aos indiv\u00edduos dos g\u00eaneros <em>Parapiptadenia, Piptadenia, Cedrela, Anadenanthera,<\/em> entre outros, o estrato decidual desta disjun\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>As outras disjun\u00e7\u00f5es menores encontradas por todo o Pa\u00eds devem ser delimitadas de acordo com as latitudes, salientadas com o fim exclusivo de se podercartograf\u00e1-las:<br \/>\n&#8211; de 4\u00b0 latitude Norte a 16\u00b0 latitude Sul, na faixa altim\u00e9trica de 5 at\u00e9 em torno de 100 m;<br \/>\n&#8211; de 16\u00b0 latitude Sul a 24\u00b0 latitude Sul, na faixa altim\u00e9trica de 5 at\u00e9 em torno de 50 m; e<br \/>\n&#8211; de 24\u00b0 latitude Sul a 32\u00b0 latitude Sul, na faixa altim\u00e9trica de 5 at\u00e9 em torno de 30 m.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>Floresta Estacional Decidual Submontana<\/h3>\n<p>Nesta forma\u00e7\u00e3o, encontram-se dispersas as maiores disjun\u00e7\u00f5es de floresta decidual, a seguir descritas de acordo com as \u00e1reas mais representativas em que foram observadas.<\/p>\n<p>Em estreita faixa ao sul do Estado do Maranh\u00e3o, entre a Savana (Cerrado) e a Floresta Ombr\u00f3fila Aberta com baba\u00e7u, situa-se uma floresta de m\u00e9dio porte composta por nanofoliadas deciduais com caules finos e que apresenta como g\u00eaneros mais comuns:<em> Cedrela, Ceiba, Handroanthus, Jacaranda, Piptadenia, Parapiptadenia, Anadenanthera, Apuleia<\/em> e outros de menor express\u00e3o fision\u00f4mica. Encontra-se a\u00ed a \u00fanica esp\u00e9cie foliada no per\u00edodo desfavor\u00e1vel, a <em>Platonia insignis<\/em> Mart (bacuri), que imprime \u00e0 paisagem aspecto de grandes tabuleiros revestidos por microfaner\u00f3fitos\u00a0 completamente desfolhados, interrompidos, vez por outra, por indiv\u00edduos foliados de colora\u00e7\u00e3o verde pardacenta.<\/p>\n<p>No sul do Estado da Bahia, com fisionomia decidual revestindo os terrenos calc\u00e1rios da Bacia do Rio Pardo, ocorre uma floresta relativamente alta conhecida como \u201cmata-de-cip\u00f3\u201d. \u00c9 composta de mesofaner\u00f3fitos parcialmente caducif\u00f3lios e dominados por esp\u00e9cies da fam\u00edlia Fabaceae, destacando-se o g\u00eanero <em>Parapiptadenia<\/em>. A maior parte dos ec\u00f3tipos formadores desta disjun\u00e7\u00e3o, regularmente, s\u00e3o envolvidospor lianas lenhosas com folhagem sempre verde que conferem a esta forma\u00e7\u00e3o uma falsa apar\u00eancia na \u00e9poca desfavor\u00e1vel.<\/p>\n<p>A floresta da vertente interiorana da Serra da Mantiqueira, situada em territ\u00f3rio mineiro, reveste terrenos do Pr\u00e9-Cambriano. \u00c9 constitu\u00edda por mesofaner\u00f3fitos de folhagem sempre verde dos g\u00eaneros <em>Aspidosperma<\/em> e <em>Cariniana<\/em> e, em algumas vezes por macrofaner\u00f3fitos, destacando-se dentre eles o g\u00eanero <em>Anadenanthera<\/em> com sua ochlospecie <em>Anadenanthera peregrina<\/em> (L.) Speg. que \u00e9 caducif\u00f3lia e dominante.<\/p>\n<p>Os terrenos da vertente sul do Planalto das Miss\u00f5es, a\u00ed j\u00e1 considerados como \u201c\u00e1reas extrazonais\u201d, pois est\u00e3o inclu\u00eddos no espa\u00e7o subtropical, s\u00e3o revestidos por uma floresta que apresenta uma flor\u00edstica semelhante \u00e0 que ocorre nas \u00e1reas tropicais. Nela ocorrem a ochlospecie <em>Anadenanthera peregrina<\/em> associada aos g\u00eaneros <em>Parapiptadenia, Apuleia<\/em> e <em>Peltophorum<\/em> de alto porte (macrofaner\u00f3fitos) que dominam no estrato das emergentes. Esta \u00faltima disjun\u00e7\u00e3o de maior representatividade, sem contudo descartarem-se outras menos significativas, permite aventar-se a hip\u00f3tese de que todas estas \u00e1reas extrazonais possuem uma homologia ecol\u00f3gica, o que permite a extrapola\u00e7\u00e3o fision\u00f4mica da vegeta\u00e7\u00e3o pela semelhan\u00e7a flor\u00edstica de seus dominantes. Nesta \u00e1rea, o per\u00edodo frio abaixo de 15\u00b0 C apresenta seca fisiol\u00f3gica coincidente com a seca das \u00e1reas tropicais (Fotos 2, 3, 4, 5 e 6).<\/p>\n<div id=\"attachment_6970\" style=\"width: 625px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-6970\" class=\"size-full wp-image-6970\" src=\"http:\/\/plantasdobrasil.com.br\/curso-de-dendrologia\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Foto-2-3.jpg\" alt=\"\" width=\"615\" height=\"420\" srcset=\"https:\/\/plantasdobrasil.com.br\/curso-de-dendrologia\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Foto-2-3.jpg 615w, https:\/\/plantasdobrasil.com.br\/curso-de-dendrologia\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Foto-2-3-600x410.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 615px) 100vw, 615px\" \/><p id=\"caption-attachment-6970\" class=\"wp-caption-text\">Foto 2 &#8211; Remanescentes da Floresta Estacional Decidual em \u00e1reas do Mato Grosso de Goi\u00e1s. Nota-se que a maior parte da cobertura natural foi substitu\u00edda por pastagens ou agricultura (1979)<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_6971\" style=\"width: 620px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-6971\" class=\"size-full wp-image-6971\" src=\"http:\/\/plantasdobrasil.com.br\/curso-de-dendrologia\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Foto-3-1.jpg\" alt=\"\" width=\"610\" height=\"414\" srcset=\"https:\/\/plantasdobrasil.com.br\/curso-de-dendrologia\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Foto-3-1.jpg 610w, https:\/\/plantasdobrasil.com.br\/curso-de-dendrologia\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Foto-3-1-600x407.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 610px) 100vw, 610px\" \/><p id=\"caption-attachment-6971\" class=\"wp-caption-text\">Foto 3 &#8211; Panor\u00e2mica da Floresta Estacional Decidual que reveste solos f\u00e9rteis e argilosos da Depress\u00e3o S\u00e3o-Franciscana (1980)<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_6972\" style=\"width: 622px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-6972\" class=\"size-full wp-image-6972\" src=\"http:\/\/plantasdobrasil.com.br\/curso-de-dendrologia\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Foto-4-1.jpg\" alt=\"\" width=\"612\" height=\"457\" srcset=\"https:\/\/plantasdobrasil.com.br\/curso-de-dendrologia\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Foto-4-1.jpg 612w, https:\/\/plantasdobrasil.com.br\/curso-de-dendrologia\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Foto-4-1-600x448.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 612px) 100vw, 612px\" \/><p id=\"caption-attachment-6972\" class=\"wp-caption-text\">Foto 4 &#8211; Remanescente de Floresta Estacional Decidual em afloramento de calc\u00e1rio, no in\u00edcio da esta\u00e7\u00e3o seca (Monte Alegre de Goi\u00e1s-GO, 2007)<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_6973\" style=\"width: 622px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-6973\" class=\"size-full wp-image-6973\" src=\"http:\/\/plantasdobrasil.com.br\/curso-de-dendrologia\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Foto-5-2.jpg\" alt=\"\" width=\"612\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/plantasdobrasil.com.br\/curso-de-dendrologia\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Foto-5-2.jpg 612w, https:\/\/plantasdobrasil.com.br\/curso-de-dendrologia\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Foto-5-2-600x392.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 612px) 100vw, 612px\" \/><p id=\"caption-attachment-6973\" class=\"wp-caption-text\">Foto 5 &#8211; Floresta Estacional Decidual convertida em pastagem de <em>Andropogon gayanus<\/em>, com indiv\u00edduos remanescentes de <em>Cavanillesia arborea<\/em> (barriguda lisa) (Nova Roma-GO, 2008)<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_6974\" style=\"width: 621px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-6974\" class=\"size-full wp-image-6974\" src=\"http:\/\/plantasdobrasil.com.br\/curso-de-dendrologia\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Foto-6-2.jpg\" alt=\"\" width=\"611\" height=\"419\" srcset=\"https:\/\/plantasdobrasil.com.br\/curso-de-dendrologia\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Foto-6-2.jpg 611w, https:\/\/plantasdobrasil.com.br\/curso-de-dendrologia\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Foto-6-2-600x411.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 611px) 100vw, 611px\" \/><p id=\"caption-attachment-6974\" class=\"wp-caption-text\">Foto 6 &#8211; Remanescente de Floresta Estacional Decidual em afloramento de calc\u00e1rio, no in\u00edcio da esta\u00e7\u00e3o chuvosa (Niquel\u00e2ndia-GO, 2010)<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>Floresta Estacional Decidual Montana<\/h3>\n<p>Esta forma\u00e7\u00e3o ocorre em \u00e1reas disjuntas que se apresentam bastante expressivas, sendo que para identific\u00e1-las devem ser observados os seguintes par\u00e2metros altim\u00e9tricos de acordo com as latitudes onde s\u00e3o encontradas:<br \/>\n&#8211; De 4\u00b0 latitude Norte a 16\u00b0 latitude Sul, varia de 600 at\u00e9 em torno de 2000 m de altitude;<br \/>\n&#8211; de 16\u00b0 latitude Sul a 24\u00b0 latitude Sul, varia de 500 at\u00e9 em torno de 1500 m de altitude; e<br \/>\n&#8211; de 24\u00b0 latitude Sul e 32\u00b0 latitude Sul, varia de 400 at\u00e9 em torno de 1000 m de altitude.<\/p>\n<p>Esta varia\u00e7\u00e3o altim\u00e9trica de acordo com as latitudes pode ser explicada pelas grandes diferen\u00e7as de temperatura que influem na composi\u00e7\u00e3o flor\u00edstica, observando-se que quanto mais ao sul, menor o espa\u00e7o da faixa altim\u00e9trica. Cita-se, como exemplo, o levantamento da composi\u00e7\u00e3o flor\u00edstica em uma \u00e1rea situada a mais de 1000 m de altitude (VELOSO, 1945) em Teres\u00f3polis (RJ), que mostra que a flora \u00e9 coincidente com a de Brusque (SC), localidade situada poucos metros acima do n\u00edvel do mar (VELOSO; KLEIN, 1957).<\/p>\n<p>Tais observa\u00e7\u00f5es, embora insuficientes, permitem afirmar que as faixas altim\u00e9tricas v\u00e3o se estreitando nas latitudes situadas mais ao sul. Contudo, somente levantamentos detalhados \u00e9 que podem estabelecer as varia\u00e7\u00f5es flor\u00edsticas essenciais e, assim, melhorar o n\u00edvel cartogr\u00e1fico da classifica\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n<p>A forma\u00e7\u00e3o florestal situada no hemisf\u00e9rio norte, revestindo o planalto aren\u00edtico do Estado de Roraima (ao norte de Boa Vista) com fisionomia ecol\u00f3gica tipicamente caducif\u00f3lia \u00e9 dominada por Fabaceae do g\u00eanero <em>Chamaecrista<\/em>. No Planalto de Vit\u00f3ria da Conquista (BA), encontra-se uma vegeta\u00e7\u00e3o florestal de porte m\u00e9dio dominada pelos g\u00eaneros <em>Parapiptadenia<\/em> e <em>Anadenanthera<\/em>, sempre associados aos g\u00eaneros <em>Cavanillesia, Handroanthus, Cedrela,<\/em> entre muitos outros.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Veja tamb\u00e9m:<\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"http:\/\/plantasdobrasil.com.br\/curso-de-dendrologia\/tipos-de-vegetacao\/floresta-ombrofila-densa\/\">Floresta Ombr\u00f3fila Densa<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/plantasdobrasil.com.br\/curso-de-dendrologia\/tipos-de-vegetacao\/floresta-ombrofila-aberta\/\">Floresta Ombr\u00f3fila Aberta<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/plantasdobrasil.com.br\/curso-de-dendrologia\/tipos-de-vegetacao\/floresta-ombrofila-mista\/\">Floresta Ombr\u00f3fila Mista<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/plantasdobrasil.com.br\/curso-de-dendrologia\/tipos-de-vegetacao\/floresta-estacional-semidecidual\/\">Floresta Estacional Semidecidual<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/plantasdobrasil.com.br\/curso-de-dendrologia\/tipos-de-vegetacao\/campinarana\/\">Campinarana<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/plantasdobrasil.com.br\/curso-de-dendrologia\/tipos-de-vegetacao\/savana\/\">Savana<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/plantasdobrasil.com.br\/curso-de-dendrologia\/tipos-de-vegetacao\/savana-estepica\/\">Savana Est\u00e9pica<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/plantasdobrasil.com.br\/curso-de-dendrologia\/tipos-de-vegetacao\/estepe\/\">Estepe<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/plantasdobrasil.com.br\/curso-de-dendrologia\/tipos-de-vegetacao\/areas-de-formacoes-pioneiras\/\">\u00c1reas de Forma\u00e7\u00f5es Pioneiras<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/plantasdobrasil.com.br\/curso-de-dendrologia\/tipos-de-vegetacao\/area-de-tensao-ecologica\/\">\u00c1rea de Tens\u00e3o Ecol\u00f3gica<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/plantasdobrasil.com.br\/curso-de-dendrologia\/tipos-de-vegetacao\/refugio-ecologico\/\">Ref\u00fagio Ecol\u00f3gico<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTAT\u00cdSTICA &#8211; IBGE. <em>Manual t\u00e9cnico da vegeta\u00e7\u00e3o brasileira: sistema fitogeogr\u00e1fico, invent\u00e1rio das forma\u00e7\u00f5es florestais e campestres, t\u00e9cnicas e manejo de cole\u00e7\u00f5es bot\u00e2nicas, procedimentos para mapeamentos.<\/em> Rio de janeiro: IBGE- Diretoria de Geoci\u00eancias, 2012. 271p.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ocorre na forma de disjun\u00e7\u00f5es distribu\u00eddas por diferentes quadrantes do Pa\u00eds, com estrato superior formado de macro e mesofaner\u00f3f\u00edtos predominantemente caducif\u00f3lios, com mais de 50% dos indiv\u00edduos despidos de folhagem no per\u00edodo desfavor\u00e1vel.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"parent":3729,"menu_order":54,"comment_status":"open","ping_status":"open","template":"","meta":{"content-type":"","_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"_joinchat":[],"footnotes":""},"class_list":["post-6841","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/plantasdobrasil.com.br\/curso-de-dendrologia\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/6841","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/plantasdobrasil.com.br\/curso-de-dendrologia\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/plantasdobrasil.com.br\/curso-de-dendrologia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/plantasdobrasil.com.br\/curso-de-dendrologia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/plantasdobrasil.com.br\/curso-de-dendrologia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6841"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/plantasdobrasil.com.br\/curso-de-dendrologia\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/6841\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7181,"href":"https:\/\/plantasdobrasil.com.br\/curso-de-dendrologia\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/6841\/revisions\/7181"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/plantasdobrasil.com.br\/curso-de-dendrologia\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/3729"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/plantasdobrasil.com.br\/curso-de-dendrologia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6841"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}